Poemas de Fogo






A Instalação "Poemas de Fogo" ocorreu em uma área de aproximadamente 100m, especificamente em um caminho escuro, em meio a árvores, que conduz a um restaurante universitário. Uma parte do poema de Luís de Camões ocupava flamejante um lado do percurso, enquanto frases subjetivas foram dispostas na outra margem. Este trabalho foi dedicado a Joana Carrasco.

Para aqueles que passaram em sentido ao restaurante, à esquerda era possível ler a parte do poema de Camões, enquanto as frases subjetivas estavam presentes na parte direita do trajeto e escritas ao contrário. A correlação entre as partes surge da seguinte forma:


O Meu AMOR Joana D.C.S. É FOGO QUE ARDE Estamos SEM SE Nos VER Pela Distância









A instalação Poemas de Fogo foi executada dentro do projeto Antropofágico Tropicanibalotrocinante, que foi desenvolvido no Restaurante Universitário II - Campus UFMG.
Abaixo, imagem do cartaz do evento:







Mors Absconditus

"Os primeiros quadros de flores foram pintados no verso de retratos. Assim também ocorreu, inicialmente, com as representações de caveiras, motivo que aparecerá depois em uma grande variedade de quadros. As caveiras pintadas no verso dos  retratos, surgem como símbolo do 'mors absconditus' - o estado de decomposição que aguarda todo mortal - o aspecto que um dia será oferecido a pessoa retratada no lado  anterior."       
                              
                                                                                                        Norbert Scheneider


A visão frontal da instalação Mors Absconditus permitirá ao espectador-fruidor visualizar os três retratos ladeados, partes das respectivas caveiras contidas no verso de cada pintura e também a sua própria imagem refletida em meio aos crânios. O indivíduo inserido entre as caveiras, através da reflexão, irá tornar-se mais um "retrato" em meio aos signos de memento mori.


Essa instalação será constituída por seis pinturas (frente e verso) e quatro espelhos suspensos, sendo que cada pintura apresentará um retrato à óleo na parte  frontal e um crânio em seu verso. Estes dípticos serão suspensos por fios transparentes e entre os seus intervalos estarão dispostos quatro espelhos, de dois em dois, de modo que reflitam em ambos os lados, conforme indica  a  figura acima.